Nome Comercial/ Apresentação
Glucagen Hypokit (Glucacon) 1mg – frasco-ampola
Classe Terapêutica
Hormônio anti-hipoglicemiante
Indicação
Para o tratamento da hipoglicemia em pacientes portadores de diabetes mellitus.
Dose
Adulto
1mg. A dose pode ser repetida em 20 minutos se necessário.
Pediatria
≥ 20kg ou ≥ 6-8 anos: 1mg.
< 20kg ou < 6-8 anos: 0,5mg ou 20-30mcg/kg/dose;
Ajuste de dose:
Insuficiência renal: Não é necessário ajuste de dose.
Insuficiência hepática: Não é necessário ajuste de dose.
Vias de administração
Subcutânea, intramuscular ou intravenosa.
Preparo e administração
Concentração: 1mg/mL.
Reconstituir com diluente próprio.
Cuidados e orientações
O Glucagon é útil na hipoglicemia somente se houver disponibilidade de glicogênio hepático. Devido ao fato de o Glucagon ser de pouco ou nenhum auxílio nos casos de inanição, insuficiência suprarrenal ou hipoglicemia crônica, a glicose deve ser considerada no tratamento da hipoglicemia. Testes de laboratório: determinações de glicose no sangue podem ser obtidas para acompanhar o paciente em choque hipoglicêmico até que esteja assintomático. Gravidez: não há estudos adequados e controlados em mulheres grávidas. Devido ao fato de estudos de reprodução em animais nem sempre predizerem a resposta no homem, esta droga só deverá ser usada durante a gravidez se realmente necessária. – Lactantes: não é conhecido se esta droga é excretada no leite materno. Devido a muitas drogas serem excretadas no leite humano, cuidados devem ser tomados quando Glucagon for administrado a lactantes. Se esta droga for excretada no leite humano durante sua meia-vida curta será metabolizada como qualquer outro polipeptídeo, isto é, será hidrolisada e absorvida. Glucagon não é ativo quando tomado oralmente porque é destruído no trato gastrintestinal antes de ser absorvido.
Estabilidade/ Conservação
Antes de reconstituir deve ser armazenado sob refrigeração (temperatura entre 2 °C e 8 °C), na embalagem original para proteger da luz. Não congele, para evitar danos ao produto.
Após a reconstituição, o Glucagon deve ser utilizado imediatamente. Não guarde para uso posterior.
Reações adversas
Reação comum (>1% e <10%) – náusea;
Reação incomum (>0,1% e <1%) – vômito;
Reação rara (>0,01% e <0,1%) – dor abdominal (dor de estômago);
Reação muito rara (<0,01%) – reação alérgica: os sinais podem incluir falta de ar, sudorese (suor), palpitação (batimentos cardíacos acelerados), erupção cutânea, edema facial (inchaço da face), colapso (reação anafilática).
Se qualquer destes eventos ocorrer, procure assistência médica imediatamente.
Outros efeitos colaterais (não se sabe com que frequência eles podem ocorrer) – reações no local da injeção.
Contraindicações:
Pacientes com conhecida hipersensibilidade à droga e naqueles com feocromocitoma. Advertências: Glucagon deve ser administrado cuidadosamente a pacientes com história sugestiva de insulinoma e/ou feocromocitoma. em pacientes com insulinoma, a administração intravenosa de Glucagon produzirá um aumento inicial na glicose sanguínea, porém, devido ao seu efeito liberador de insulina, pode estimular o insulinoma a liberar insulina e assim subsequentemente causar hipoglicemia. Um paciente apresentando sintomas de hipoglicemia, após uma dose de Glucagon, deve receber glicose via oral, intravenosa ou através de sonda gástrica, o que for mais adequado. Glucagon exógeno também estimula a liberação de catecolaminas. Na presença de feocromocitoma, o Glucagon pode levar o tumor a liberar catecolaminas, que resulta em um aumento repentino e marcante na pressão arterial. Se um paciente apresentar um repentino aumento da pressão arterial, 5 a 10 mg de mesilato de fentolamina podem ser administrados, por via intravenosa, numa tentativa de controlar a pressão arterial. Reações alérgicas generalizadas, incluindo urticária, dificuldade respiratória e hipotensão, foram relatadas por pacientes que receberam injeções de Glucagon.
Fonte:
https://www.bulas.med.br/p/bulas-de-medicamentos/bula/2790/glucagon.htm
