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Metotrexato

Home / Metrexato (Metotrexato de sodio) 2,5mg / Metotrexato
Droga antirreumática modificadora da doença (DMARD) Metotrexato Metrexato (Metotrexato de sodio) 2,5mg
Postado em11 de fevereiro de 202611 de fevereiro de 2026
Nome Comercial/ Apresentação

Metrexato (Metotrexato de sodio) 2,5mg / Comprimido 2,5 mg

Classe Terapêutica

Droga antirreumática modificadora da doença (DMARD)

Indicação

O metotrexato é um antimetabólito usado no tratamento da artrite reumatoide e da psoríase grave em pacientes adultos. Quimicamente, o metotrexato é o ácido N-[4-[[(2,4-diamino-6-pteridinil)-metil]metilamina]benzoil]-1-glutâmico.

Artrite reumatoide: O metotrexato é considerado uma droga antirreumática modificadora da doença (DMARD) e as diretrizes atuais de tratamento da artrite reumatoide recomendam o uso de DMARDs o mais precocemente possível. Metotrexato está indicado no manejo de pacientes adultos com artrite reumatoide ativa moderada à grave, geralmente associado à terapia com agentes anti-inflamatórios nãoesteroides (AINE) ou esteroides. Em pacientes resistentes à terapia inicial com metotrexato, este pode ser combinado com outros DMARDs (por exemplo, um inibidor do fator de necrose tumoral [TNF]).

Psoríase (exceto em pacientes grávidas): Por causa do alto risco que envolve seu uso, metotrexato é indicado para pacientes adultos somente no controle sintomático da psoríase grave, recalcitrante e incapacitante, e que não responde adequadamente a outras formas de terapia e a outras drogas, e unicamente quando o diagnóstico tiver sido estabelecido por biópsia e/ou após consulta dermatológica. É importante assegurar que a vermelhidão da psoríase não se deva a uma doença concomitante não diagnosticada que afeta a resposta imune.

Dose

Artrite reumatoide: Esquema recomendado de dose inicial:é dose oral única de 7,5 mg uma vez por semana. A posologia deve ser ajustada gradualmente para alcançar uma resposta ótima, mas não deve exceder, normalmente, uma dose semanal total de 20 mg. Dosagens maiores que 20 mg semanais resultam em risco aumentado de reações adversas graves, incluindo mielossupressão. Uma vez alcançada a resposta clínica, o esquema posológico deve ser modificado de forma a se utilizar a menor dose efetiva possível. Quando é observada a resposta terapêutica, a maioria ocorre entre 3 e 6 semanas após o início do tratamento. Contudo, respostas podem ocorrer até 12 semanas após o início do tratamento.

Dados limitados disponíveis de estudos em longo prazo indicam que a melhora clinica inicial é mantida por pelo menos 2 anos com a manutenção da terapia. Quando o metotrexato é interrompido, a artrite normalmente piora dentro de 3 a 6 semanas.

Psoríase: O esquema de dose inicial recomendado é dose oral única semanal: 10 – 25 mg, até que uma resposta adequada seja alcançada. A posologia pode ser ajustada gradualmente para alcançar resposta clínica ótima; a dose de 30 mg por semana não deve ser excedida. Uma vez alcançada a resposta clínica ótima, o esquema posológico deve ser modificado de forma a se utilizar a menor dose efetiva e o maior período de descanso possíveis. O uso de metotrexato pode permitir o retorno à terapia tópica convencional, que deve ser priorizada.

Psoríase e Artrite Reumatoide: O paciente deve ser totalmente informado quanto aos riscos envolvidos e deve estar sob constante supervisão do médico. A avaliação da função renal, hepática, pulmonar e medular deve ser feita pela história clínica, exame físico e testes laboratoriais (tais como: hemograma, exame de urina, dosagem da creatinina sérica, exames de função hepática e biópsia hepática, se necessária) antes do início, periodicamente durante e antes de se reinstituir a terapia com metotrexato após um período de descanso. Medidas apropriadas devem ser tomadas para evitar a concepção durante a terapia com metotrexato e por, pelos menos, oito semanas após seu término. O esquema deve ser continuamente ajustado ao paciente. Uma dose teste inicial uma semana antes do início da terapia é recomendada para se detectar qualquer idiossincrasia. Depressão medular máxima normalmente ocorre entre 7 e 10 dias.

Ajuste de dose

Insuficiência renal: deve ser usado com precaução em pacientes com a função renal comprometida. A dose deve ser ajustada da seguinte forma para pacientes com artrite reumatoide e psoríase:

Insuficiência Hepática: deve ser administrado com cautela em pacientes com doença hepática significativa prévia ou existente, especialmente se causada pelo álcool. Se os níveis de bilirrubina forem >5 mg/dl (85,5 μmol/l), o Metrexato® é contraindicado. Atenção: É recomendada a suplementação com ácido fólico para a redução de risco de eventos adversos como sintomas gastrointestinais, estomatite, alopecia e elevação de enzimas hepáticas com metotrexato, em caso de toxicidade aguda

Vias de administração

ORAL

Administração

Demonstrou-se que a alimentação retarda a absorção e reduz a concentração máxima.

Cuidados específicos e monitoramento

Precauções Gerais: Metotrexato tem alto potencial de toxicidade, usualmente relacionado à dose; no entanto, em todas as doses foram observados efeitos adversos. O médico deve estar familiarizado com as várias características da droga e seu uso clínico estabelecido. Os pacientes sob terapia devem estar sujeitos a supervisão apropriada, de modo que sinais ou sintomas de possíveis efeitos tóxicos ou reações adversas possam ser detectados e avaliados com a mínima demora.

A maioria das reações adversas é reversível, se detectada no início. Na ocorrência de tais reações, a dose deverá ser reduzida ou o tratamento ser interrompido, associado às medidas apropriadas, incluindo-se o uso de leucovorina cálcica se necessário. Se a terapia com metotrexato for reiniciada, deve ser iniciada com cautela, considerando-se a necessidade de tratamento e com especial atenção às possíveis recidivas de toxicidade.

Informações para o paciente: Os pacientes devem ser informados sobre os sinais e sintomas precoces de toxicidade e da necessidade de procurar o médico imediatamente caso eles ocorram, além da necessidade de acompanhamento profissional, incluindo exames laboratoriais periódicos. Tanto o médico quanto o farmacêutico devem enfatizar ao paciente que a dose recomendada é administrada semanalmente em artrite reumatoide e psoríase e que o uso diário equivocado da dose recomendada pode levar à toxicidade fatal.

Os pacientes devem ser informados do benefício em potencial e dos riscos do uso do metotrexato. O risco de efeitos na reprodução deve ser discutido com os pacientes (homens ou mulheres) que estejam fazendo uso de metotrexato.

Exames laboratoriais: Pacientes em terapia com metotrexato devem ser cuidadosamente monitorados para que os efeitos tóxicos sejam detectados rapidamente. A avaliação antes do início da terapia deve incluir hemograma, contagem de plaquetas, enzimas hepáticas, avaliação da função renal e raios X de tórax. Na terapia da artrite reumatoide e psoríase, a monitoração desses parâmetros é recomendada, com exames hematológicos pelo menos uma vez por mês e avaliação da função renal e hepática a cada 1 ou 3 meses. Durante a dose inicial ou na mudança de dose, ou durante os períodos de maior risco de concentrações séricas elevadas de metotrexato (ex. desidratação), monitoração mais frequente também é indicada.

A relação entre alteração nos exames de função hepática e desenvolvimento de fibrose ou cirrose hepática não foi estabelecida. Anormalidades transitórias em exames de avaliação de função hepática foram observadas com frequência após a administração de metotrexato, não havendo necessidade, normalmente, de se modificar a terapia. Anormalidades persistentes nesses exames e/ou diminuição das concentrações plasmáticas de albumina podem ser indicadores de toxicidade hepática grave; por isso, requerem avaliação.

Avaliação de função pulmonar pode ser útil, se houver suspeita de doença pulmonar induzida pelo metotrexato. A farmacologia clínica do metotrexato não foi bem estuda em indivíduos idosos. Em consequência da diminuição da função hepática e renal, como também menores depósitos de folatos nesta população, doses relativamente baixas devem ser consideradas e esses pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto a sinais prematuros de toxicidade.

Carcinogênese, mutagênese e dano à fertilidade: Nenhum estudo controlado em seres humanos existe quanto ao risco de neoplasia com metotrexato. Metotrexato foi avaliado em alguns estudos animais quanto ao potencial carcinogênico com resultados inconclusivos. Embora exista evidência que o metotrexato cause dano cromossômico em células somáticas de animais e nas células da medula óssea em seres humanos, a significância clínica desses achados permanece incerta. A avaliação do potencial carcinogênico do metotrexato é complicada pelas evidências conflitantes de aumento no risco de certos tumores na artrite reumatoide. O benefício deve ser pesado quanto ao risco em potencial antes do uso do metotrexato como droga única ou em combinação com outras, especialmente em crianças e adultos jovens.

O metotrexato causa embriotoxicidade, aborto e defeitos fetais em seres humanos. Também há relatos de prejuízo à fertilidade, oligoespermia e disfunção menstrual em seres humanos, durante a terapia e por pequeno período após o seu término.

Toxicidade nos diferentes sistemas

Gastrintestinais: Vômito, náusea, diarreia e estomatite ocorreram em até 10% de pacientes que receberam metotrexato. e podem resultar em desidratação. Nesses casos, o metotrexato deve ser interrompido até que ocorra a recuperação. O Metrexato® deve ser utilizado com extrema cautela na presença de úlcera péptica ou colite ulcerativa devido ao risco de desenvolver reações adversas gastrointestinais graves. Foram relatadas enterite hemorrágica e perfuração intestinal fatal. Reter ou descontinuar os comprimidos para toxicidade gastrointestinal grave, levando em consideração a importância do tratamento com metotrexato no contexto da gravidade da doença a ser tratada, da gravidade da reação adversa ao medicamento e da disponibilidade de terapia alternativa.

Hematológico: O metotrexato pode afetar a hematopoiese e causar anemia, leucopenia e/ou trombocitopenia. Em pacientes com neoplasia e deficiência hematopoética preexistente, a droga deve ser utilizada com cautela. Em estudos clínicos controlados em artrite reumatoide (n=128), leucopenia (leucócitos < 3.000/mm3) foi vista em dois pacientes, trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm3) em seis e pancitopenia em dois. O uso de metotrexato deve ser imediatamente interrompido se houver queda significativa na contagem das células sanguíneas. Pacientes com granulocitopenia grave e febre devem ser avaliados imediatamente e, normalmente, requerem terapia parenteral com antibiótico de amplo espectro.

Hepáticas: O metotrexato tem potencial para causar hepatotoxicidade aguda (transaminases elevadas) e crônica (fibrose e cirrose), incluindo fibrose, cirrose e insuficiência hepática fatal. A toxicidade crônica é potencialmente fatal e geralmente ocorre após o uso prolongado (geralmente 2 anos ou mais) e após dose total de, pelo menos, 1,5 g. Em estudos com pacientes com psoríase, a hepatotoxicidade pareceu ocorrer em função da dose cumulativa total e foi maior na presença de alcoolismo, obesidade e idade avançada. Nestes pacientes, fibrose ou cirrose podem ocorrer na ausência de sintomas ou testes hepáticos anormais A exata taxa de incidência não foi determinada e a taxa de progressão e reversibilidade das lesões não é conhecida.

Cautela especial está indicada na presença de lesão hepática preexistente ou de disfunção hepática. Exames da função hepática, incluindo dosagem de albumina plasmática, devem ser feitos periodicamente, mas, com frequência, estão normais quando do desenvolvimento de fibrose e cirrose. Essas lesões podem ser detectáveis somente por biópsia.

Na psoríase, recomenda-se biópsia hepática quando a dose cumulativa total chega a 1,5 g; presença de fibrose moderada ou cirrose normalmente determinam interrupção da droga; fibrose leve normalmente sugere repetição da biópsia após 6 meses. Alterações histológicas leves, tais como esteatose e inflamação portal de baixo grau são relativamente comuns antes da terapia. Embora essas leves alterações não sejam, normalmente, razão para evitar ou interromper a terapia, a droga deve ser utilizada com cautela. Os exames de função hepática normalmente não predizem com segurança as alterações histológicas nessa população.

Não foi estabelecido quando realizar biópsia hepática em pacientes com artrite reumatoide, tanto em termos de dose cumulativa quanto em termos de duração da terapia. Há um estudo com 217 pacientes com artrite reumatoide submetidos à biópsia hepática antes e durante o tratamento (após uma dose cumulativa de pelo menos 1.500 mg) e com 714 pacientes submetidos à biópsia somente durante o tratamento. Foram diagnosticados 64 casos (7%) de fibrose, dos quais 60 eram leves, e 1 caso (0,1%) de cirrose.

Infecção ou estados imunológicos: O metotrexato deve ser usado com extrema cautela na presença de infecção ativa e é normalmente contraindicado em pacientes com evidência clara ou laboratorial de síndrome de imunodeficiência. A imunização pode ser ineficaz quando dada durante a terapia com metotrexato. Geralmente não se recomenda imunização com vacinas virais. Existem relatos de infecção disseminada pela vacina após imunização para varíola em pacientes em terapia com metotrexato. Hipogamaglobulinemia foi raramente relatada.

Neurológicas: Existem relatos de leucoencefalopatias após administração intravenosa de metotrexato a pacientes que haviam feito radioterapia do sistema nervoso central. O risco de leucoencefalopatia aumenta em pacientes que receberam radiação craniana prévia. Leucoencefalopatia crônica também foi descrita em pacientes com osteossarcoma que receberam doses altas ou repetidas associadas a leucovorina, mesmo sem radioterapia. A interrupção do metotrexato nem sempre resulta em recuperação completa. Uma síndrome neurológica aguda transitória foi observada em pacientes tratados com regime de altas doses. As manifestações clínicas incluem comportamento inadequado, sinais sensitivomotores focais e reflexos anormais. O metotrexato pode causar neurotoxicidade aguda e crônica grave, que pode ser progressiva, irreversível e fatal. A causa exata é desconhecida.

Pulmonares: Sintomas pulmonares (especialmente tosse seca) ou pneumonite não específica ocorrendo durante a terapia com metotrexato podem ser indicativos de lesão potencialmente perigosa e requerem interrupção do tratamento e cuidadosa investigação. Toxicidade pulmonar, incluindo pneumonite intersticial aguda ou crônica e casos irreversíveis ou fatais, podem ocorrer com o uso de metotrexato. Embora clinicamente variável, o paciente com doença pulmonar induzida pelo metotrexato apresenta febre, tosse, dispneia, hipoxemia e infiltração intersticial ao raio-X de tórax, devendo-se excluir processo infeccioso. Essa lesão pode ocorrer com quaisquer doses.

Dermatológicas: Reações dermatológicas graves, incluindo reações dermatológicas fatais, como necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, dermatite esfoliativa, necrose cutânea e eritema multiforme, podem ocorrer com o metotrexato.

A exposição à radiação ultravioleta durante o tratamento com metotrexato pode agravar a psoríase. O metotrexato pode causar dermatite por radiação e reativação de fotodermatite (queimadura solar).

Aconselhe os pacientes a evitarem a exposição excessiva ao sol e a usar medidas de proteção solar.

Renais: A nefrotoxicidade se deve, primariamente, à precipitação de metotrexato e 7-hidroximetotrexato nos túbulos renais. Para uma segura administração, especial atenção deve-se dar à função renal, incluindo adequada hidratação, alcalinização urinária e dosagem sérica de metotrexato e de creatinina. O metotrexato pode causar falência renal aguda. O metotrexato pode causar toxicidade renal, incluindo insuficiência renal aguda irreversível.

Administre glucarpidase em pacientes com concentrações plasmáticas tóxicas de metotrexato (> 1 micromol por litro) e depuração retardada de metotrexato devido a insuficiência renal. Consulte as informações de prescrição da glucarpidase para obter informações adicionais.

Malignidades Secundárias: Malignidades secundárias podem ocorrer com o uso de metotrexato. O risco de malignidades cutâneas aumenta ainda mais quando a ciclosporina é administrada a pacientes com psoríase que receberam metotrexato anteriormente. Em alguns casos, a doença linfoproliferativa que ocorreu durante a terapia com metotrexato em baixas doses regrediu completamente após a retirada do metotrexato. Se ocorrer doença linfoproliferativa, interrompa os comprimidos de metotrexato.

Síndrome de Lise Tumoral: O metotrexato pode induzir a síndrome de lise tumoral em pacientes com tumores de crescimento rápido. Institua medidas profiláticas apropriadas em pacientes com risco de síndrome de lise tumoral antes de iniciar os comprimidos de metotrexato.

Imunização e Riscos Associados às Vacinas Vivas: Foram relatadas infecções disseminadas após a administração de vacinas vivas. A imunização com vacinas vivas não é recomendada durante o tratamento. Siga as diretrizes atuais de prática de vacinação para administração de imunizações em pacientes recebendo comprimidos de metotrexato. Atualize as imunizações de acordo com as diretrizes de imunização antes de iniciar os comprimidos de metotrexato. O intervalo entre as vacinações vivas e o início do metotrexato deve estar de acordo com as diretrizes de vacinação atuais relativas aos agentes imunossupressores.

Infertilidade: Com base em relatórios publicados, o metotrexato pode causar comprometimento da fertilidade, oligospermia e disfunção menstrual. Não se sabe se a infertilidade pode ser reversível. Discutir o risco de infertilidade com mulheres e homens com potencial reprodutivo.

Infecções graves: Pacientes tratados com metotrexato apresentam risco aumentado de desenvolver infecções bacterianas, fúngicas ou virais potencialmente fatais ou fatais, incluindo infecções oportunistas como pneumonia por Pneumocystis jiroveci, infecções fúngicas invasivas, reativação de hepatite B, reativação ou infecção de tuberculose primária, Herpes zoster disseminado e infecções por citomegalovírus.

Outras precauções: O metotrexato difunde-se vagarosamente para o terceiro espaço (ex. derrame pleural ou ascite), o que resulta em eliminação prolongada e aumenta o risco de reações adversas. Isso resulta em uma meia vida plasmática prolongada e toxicidade inesperada. Em pacientes com acúmulo de líquido no terceiro espaço, é aconselhável retirar esse fluido antes do início do tratamento e monitorar a concentração sérica de metotrexato.

Advertências:

Foram relatadas mortes com o uso de metotrexato no tratamento de psoríase e artrite reumatoide. No tratamento de psoríase ou artrite reumatoide, o uso do metotrexato deve-se restringir-se a pacientes com diagnóstico bem estabelecido.

1) Há relatos que o metotrexato causou morte fetal e/ou anomalias congênitas. Portanto, não é recomendado para mulheres com potencial para engravidar, a menos que haja evidência médica clara que os benefícios esperados superam os riscos considerados. Pacientes grávidas com psoríase ou artrite reumatoide não devem receber metotrexato.

2) Monitoramento periódico de toxicidade, incluindo contagem de plaquetas, e testes das funções hepática e renal são uma parte obrigatória da terapia com metotrexato. Biópsias hepáticas periódicas podem ser indicadas em algumas situações. Os pacientes com risco aumentado de comprometimento na eliminação de metotrexato (ex. disfunção renal, derrames pleurais ou ascite) devem ser monitorados mais frequentemente.

3) O metotrexato causa hepatotoxicidade, fibrose e cirrose, mas, em geral, somente após uso prolongado. Elevações agudas das enzimas hepáticas são observadas com frequência e normalmente são transitórias e assintomáticas. A biópsia hepática realizada após uso contínuo de metotrexato pode revelar alterações histológicas, fibrose e cirrose já foram relatadas; muitas vezes essas últimas lesões não são precedidas por sintomas ou exames anormais da função hepática.

4) Doença do pulmão induzida por metotrexato é uma lesão potencialmente perigosa, que pode ocorrer de maneira aguda a qualquer momento durante a terapia e que foi relatada em doses baixas como 7,5 mg/semana. Nem sempre é completamente reversível. Sintomas pulmonares (especialmente tosse seca) podem requerer interrupção do tratamento e investigação cuidadosa.

5) O metotrexato pode produzir depressão acentuada da medula óssea, resultando em anemia, leucopenia e/ou trombocitopenia.

6) Diarreia e estomatite ulcerativa requerem a interrupção da terapia; do contrário, enterite hemorrágica e morte por perfuração do intestino podem ocorrer.

7) A terapia com metotrexato em pacientes com insuficiência renal deve ser realizada com extrema cautela e em doses reduzidas porque a disfunção renal retarda a eliminação do metotrexato.

8) Supressão grave e inesperada da medula (algumas vezes fatal) e toxicidade gastrintestinal foram relatadas com administração concomitante de metotrexato (normalmente em dose alta) com alguns AINEs.

Interações medicamentosas

AINEs não devem ser administrados antes ou concomitantemente a doses elevadas de metotrexato. A administração concomitante de alguns AINEs com altas doses de metotrexato foi descrita como responsável por concentrações séricas elevadas de metotrexato por tempo prolongado, resultando em morte por toxicidade hematológica e gastrintestinal.

Deve-se tomar cuidado quando AINE e salicilatos são administrados concomitantemente a doses mais baixas de metotrexato. Existem relatos de que essas drogas reduzem a secreção tubular de metotrexato em modelo animal, aumentando sua toxicidade. Apesar das interações em potencial, estudos com metotrexato em pacientes com artrite reumatoide normalmente incluem uso concomitante e constante de AINE, sem problemas aparentes.

Entretanto, deve-se considerar que as doses utilizadas na artrite reumatoide (7,5 a 15 mg/semana) são menores do que aquelas utilizadas na psoríase e que doses maiores podem levar à toxicidade inesperada. O metotrexato se liga parcialmente a albumina plasmática e a toxicidade pode ser aumentada em consequência do deslocamento determinado por certas drogas, tais como salicilatos, fenilbutazona, fenitoína e sulfonamidas. O transporte tubular renal também é diminuído por probenecida; o uso de metotrexato concomitantemente a essa droga deve ser cuidadosamente monitorado. Antibióticos orais, tais como tetraciclinas, cloranfenicol e antibióticos de amplo espectro não absorvíveis podem diminuir a absorção intestinal do metotrexato ou interferir com a circulação enterohepática por inibição da flora intestinal e não metabolismo bacteriano da droga.

Preparações vitamínicas contendo ácido fólico ou seus derivados podem diminuir a resposta ao metotrexato sistemicamente administrado.

Estados de deficiência de folato podem aumentar a toxicidade do metotrexato. Raramente, a combinação de trimetoprima e sulfametoxazol aumenta a depressão medular em pacientes recebendo metotrexato, provavelmente devido a um efeito antifolato aditivo.

Estabilidade/ Conservação

Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da luz.

Reações adversas

A frequência e gravidade das reações adversas ao metotrexato são, em geral, relacionadas à dose.

Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade:

Experiência pós-comercialização

As seguintes reações adversas foram identificadas durante o uso pós-aprovação de metotrexato. Como estas reações são notificadas voluntariamente por uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível estimar com segurança a sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.

Cardiovasculares: eventos tromboembólicos (incluindo trombose arterial, trombose cerebral, trombose venosa profunda, trombose venosa retiniana, tromboflebite e embolia pulmonar), pericardite, derrame pericárdico, hipotensão, morte súbita.

Endócrino: Diabetes.

Oftalmico: Neuropatia óptica, visão turva, dor ocular, conjuntivite, xeroftalmia.

Gastrointestinal: Enterite hemorrágica, perfuração intestinal, gengivite, pancreatite, faringite, hematêmese, melena, ulceração gastrointestinal Hematologia: anemia aplástica, linfadenopatia, hipogamaglobulinemia.

Hepatobiliar: hepatite aguda, diminuição da albumina sérica, fibrose, cirrose. Sistema imunológico: anafilaxia, reações anafilactoides, vasculite.

Metabolismo: hiperglicemia. Musculoesquelético: fratura por estresse, necrose de tecidos moles e ossos, artralgia, mialgia, osteoporose.

Sistema nervoso: Dores de cabeça, sonolência, visão turva, comprometimento da fala (incluindo disartria e afasia), distúrbio cognitivo transitório, alteração do humor, sensações cranianas incomuns, paresia, encefalopatia e convulsões.

Renal: Azotemia, hematúria, proteinúria, cistite. Reprodutiva: Oogênese ou espermatogênese defeituosa, perda de libido, impotência, ginecomastia, disfunção menstrual.

Respiratória: Fibrose pulmonar, insuficiência respiratória, doença pulmonar obstrutiva intersticial crônica, dor pleurítica e espessamento, alveolite.

Pele: necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, dermatite esfoliativa, necrose cutânea e eritema multiforme, erupções cutâneas eritematosas, prurido, alopecia, ulceração cutânea, nodulose acelerada, urticária, alterações pigmentares, equimoses, telangiectasia, fotossensibilidade, acne, furunculose.

Contraindicações

Pacientes com psoríase ou artrite reumatoide em que for diagnosticada gravidez.

A gravidez deve ser evitada, se o parceiro estiver recebendo Metrexato®, durante e por um período mínimo de 3 meses após o tratamento para homens e durante e pelo menos por um ciclo ovulatório, após o tratamento, em mulheres.

Mulheres que estejam amamentando, devido ao potencial de reações adversas sérias para os lactentes.

Pacientes com hipersensibilidade conhecida ao metotrexato ou a qualquer componente da formulação.

Pacientes com doenças sanguíneas pré-existentes, tais como hipoplasia da medula óssea, leucopenia, trombocitopenia ou anemia.

Pacientes que tenham evidência clara ou laboratorial de síndrome da imunodeficiência.

Em casos de infecções graves, agudas ou crônicas, como tuberculose e HIV.

Pacientes com insuficiência hepática se os níveis de bilirrubina estiverem >5 mg/dl (85,5 µmol/l).

Quando há consumo excessivo de álcool.

Pacientes com insuficiência renal quando a depuração de creatinina for inferior a 30 ml/min.

Em casos de estomatite, úlceras da cavidade oral e úlceras gastrointestinais ativas conhecidas.

A vacinação concomitante com vacinas vivas deve ser evitada.

Gravidez

Em estudos em animais e em mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto, que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.

Este medicamento não deve ser utilizado durante a lactação.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

Categoria de risco na gravidez: X.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Fonte:

METREXATO®. [Bula]. São Paulo: Blau Farmacêutica S.A. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?numeroRegistro=116370033: 13/08/2025

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