Xolair (omalizumabe) 150 mg/mL e 75 mg/0,5mL / Solução injetável
Classe Terapêutica
Outras drogas sistêmicas para doenças obstrutivas das vias respiratórias
Indicação
Asma Alérgica
É uma imunoterapia inespecífica anti-IgE indicado para adultos e crianças (acima de 6 anos de idade) com asma alérgica persistente, moderada a grave cujos sintomas são inadequadamente controlados com corticosteroides inalatórios (CI). Xolair® tem demonstrado uma diminuição na incidência de exacerbações de asma nestes pacientes. Segurança e eficácia não foram estabelecidas em outras condições alérgicas.
Rinossinusite Crônica com Pólipo Nasal (RSCcPN)
Xolair é indicado como tratamento complementar com corticosteróides intranasais para o tratamento da rinossinusite crônica grave com pólipo nasal em pacientes adultos (acima de 18 anos) nos quais o tratamento com corticosteróides intranasais não promove o controle adequado da doença.
Urticária Crônica Espontânea (UCE)
Xolair® (omalizumabe) é indicado como terapia adicional para uso adulto e pediátrico (acima de 12 anos de idade) em pacientes com urticária crônica espontânea refratária ao tratamento com anti-histamínicos H1.
Dose
Regime de Dose para Asma Alérgica e Rinossinusite Crônica com Pólipo Nasal – (RSCcPN)
A dosagem para asma e RSCcPN seguem o mesmo princípio de dose. A dose e frequência apropriadas para essas condições são determinadas pelo nível sérico basal de imunoglobulina E (IgE) (UI/mL), medido antes do início do tratamento, e pelo peso corpóreo (kg). Antes da dose inicial, pacientes devem ter o nível de IgE determinado por qualquer dosagem sérica de IgE total para determinação da dose. Com base nestas medidas, 75 a 600 mg de Xolair® em 1 a 4 injeções devem ser necessários para cada administração. Veja a Tabela 6 para conversões e as Tabelas 7 e 8 para a determinação das doses em crianças (de 6 anos a menos do que 12 anos de idade) e em adultos e adolescentes (12 anos de idade ou mais). Para doses de 225, 375 ou 525 mg, o Xolair® 150 mg pode ser utilizado em combinação com o 75 mg para completar a dose recomendada. Pacientes cujo nível basal de IgE ou peso corpóreo em kg estiverem fora dos limites da tabela de dose, não devem receber Xolair®.

Duração do tratamento, monitoramento e ajustes de dose
Em estudos clínicos para asma alérgica, houve reduções nos eventos de exacerbação da asma e no uso de medicação de resgate, com melhoras nos índices de sintomas, durante as primeiras 16 semanas de tratamento. São necessárias, no mínimo, doze semanas de tratamento para avaliar adequadamente se o paciente está respondendo ou não.
Em ensaios clínicos para RSCcPN, alterações na escala de pólipos nasais (NPS) e na escala de congestão nasal (NCS) foram observadas logo nas primeiras 4 semanas de tratamento. A necessidade de terapia contínua deve ser reavaliada periodicamente com base na gravidade da doença do paciente e no nível de controle dos sintomas. Xolair® é destinado a um tratamento de longa duração. A descontinuação geralmente resulta em retorno a elevados níveis de IgE livre e sintomas associados.
Os níveis totais de IgE permanecem elevados durante o tratamento e por até um ano após a descontinuação do tratamento; portanto, o reteste do nível de IgE durante o tratamento não pode ser usado como um guia de determinação da dose. A determinação da dose após interrupções menores que um ano no tratamento deve ser baseada no nível sérico de IgE obtido para definição da dose inicial. Níveis séricos de IgE total podem ser retestados para a determinação de dose se o tratamento tiver sido interrompido por um ano ou mais. As doses devem ser ajustadas por mudanças significantes no peso corpóreo (veja Tabelas 7 e 8).



Regime de Dosagem para Urticária Crônica Espontânea (UCE)
A dose recomendada é 300 mg (duas injeções por aplicação) a cada 4 semanas. Os médicos responsáveis pela prescrição são aconselhados a reavaliar periodicamente a necessidade de continuação da terapia. A experiência dos ensaios clínicos de longa duração para esta indicação é limitada.
Ajuste de dose
Insuficiência renal: não há ajustes de dosagem previstos na bula do fabricante.
Insuficiência hepática: não há ajustes de dosagem previstos na bula do fabricante.
Vias de administração
SUBCUTÂNEA
Administração
Apenas para administração subcutânea. Não administrar pelas vias intravenosa ou intramuscular.
Doses superiores a 150 mg devem ser divididas em dois ou mais locais para a aplicação da injeção.
Pacientes sem relatos de anafilaxia podem autoadministrar Xolair® ou receber administração por um cuidador a partir da 4ª dose em diante, sob recomendação médica. O paciente ou o cuidador deve ser treinado na técnica de aplicação correta e no reconhecimento dos possíveis sinais e sintomas de reações alérgicas graves. Pacientes ou cuidadores devem ser instruídos a administrar a quantidade total, de acordo com as instruções fornecidas em “Instruções para uso e manuseio” da bula.
Cuidados específicos e monitoramento
Geral
Não é indicado para o tratamento de exacerbações agudas de asma, broncoespasmo agudo ou mal asmático. Xolair® não foi estudado em pacientes com síndrome de hiperimunoglobulina, aspergilose broncopulmonar alérgica ou para prevenir reações anafiláticas, incluindo aquelas provocadas por alergia alimentar, dermatite atópica ou rinite alérgica. Não é indicado para o tratamento dessas condições. A terapia com Xolair® não foi estudada em pacientes com doenças autoimunes, condições mediadas por imunocomplexos ou insuficiência renal ou hepática preexistente. Deve-se ter cuidado ao administrar nessas populações de pacientes.
A descontinuação abrupta de corticosteroides inalatórios ou sistêmicos após o início da terapia com Xolair® na asma alérgica ou RSCcPN não é recomendada. A redução dos corticosteroides deve ser realizada sob supervisão direta de um médico e pode ser necessária gradualmente. Desordens do Sistema Imune Reações Alérgicas tipo I Reações alérgicas locais ou sistêmicas do tipo I, incluindo anafilaxia e choque anafilático, podem ocorrer quando se toma omalizumabe, mesmo após um longo período de tratamento. No entanto, a maioria destas reações ocorreu dentro de 2 horas após a primeira e subsequentes injeções de Xolair, mas algumas começaram após 2 horas e até 24 horas após a injeção. A maioria das reações anafiláticas ocorreu nas primeiras 3 doses.
Uma história de anafilaxia não relacionada ao omalizumabe pode ser um fator de risco para anafilaxia após a administração de Xolair. Portanto, medicamentos para o tratamento de reações anafiláticas devem estar sempre disponíveis para uso imediato após a administração de Xolair. Se ocorrer uma reação anafilática ou outra reação alérgica grave, a administração de Xolair deve ser interrompida imediatamente e iniciada a terapêutica apropriada. Os pacientes devem ser informados de que tais reações são possíveis e deve-se procurar atendimento médico imediato se ocorrerem reações alérgicas.
Os anticorpos para omalizumabe foram detectados em um baixo número de pacientes em ensaios clínicos. A relevância clínica dos anticorpos anti-Xolair não é bem compreendida.
Doença do Soro
Doença do soro e reações semelhantes à doença do soro, que são reações alérgicas retardadas do tipo III, foram observadas em pacientes tratados com anticorpos monoclonais humanizados, incluindo omalizumabe. O mecanismo fisiopatológico sugerido inclui a formação e deposição de imunocomplexos devido ao desenvolvimento de anticorpos contra o omalizumabe. O início ocorre normalmente de 1 a 5 dias após a administração da primeira injeção ou das injeções subsequentes, também após um longo período de tratamento. Os sintomas sugestivos de doença do soro incluem artrite / artralgias, erupção cutânea (urticária ou outras formas), febre e linfadenopatia. Os anti-histamínicos e corticosteroides podem ser úteis para prevenir ou tratar esse distúrbio, e os pacientes devem ser aconselhados a relatar quaisquer sintomas suspeitos.
Síndrome de Churg-Strauss e síndrome hipereosinofílica
Pacientes com asma grave raramente podem apresentar síndrome hipereosinofílica sistêmica ou vasculite granulomatosa eosinofílica alérgica (síndrome de Churg-Strauss), ambas geralmente tratadas com corticosteroides sistêmicos. Em casos raros, os doentes em terapia com medicamentos antiasmáticos, incluindo omalizumabe, podem apresentar ou desenvolver eosinofilia sistémica e vasculite. Esses eventos são comumente associados à redução da corticoterapia oral. Nesses pacientes, os médicos devem estar alertas para o desenvolvimento de eosinofilia acentuada, erupção cutânea vasculítica, agravamento dos sintomas pulmonares, anormalidades dos seios paranasais, complicações cardíacas e / ou neuropatia. A descontinuação de omalizumabe deve ser considerada em todos os casos graves com os distúrbios do sistema imunológico mencionados acima.
Infecções parasitárias (helmintos)
A IgE pode estar envolvida na resposta imunológica a algumas infecções por helmintos. Em pacientes com alto risco crônico para infecção helmíntica, um estudo clínico placebo-controlado em pacientes com asma alérgica mostrou um pequeno aumento na taxa de infecção com omalizumabe, embora o curso, gravidade e resposta ao tratamento da infecção não tenham sido alterados. A taxa de infecção helmíntica no programa clínico geral, o qual não foi desenhado para detectar essas infecções, foi menor que 1 em 1.000 pacientes. Entretanto, deve-se ter cautela em pacientes com alto risco de infecção helmíntica, particularmente quando em viagens para áreas onde as infecções helmínticas são endêmicas. Se os pacientes não responderem ao tratamento anti-helmíntico recomendado, a descontinuação de Xolair® deve ser considerada.
Gravidez
Não há estudos clínicos bem controlados em mulheres grávidas. Um estudo prospectivo de registro da gravidez (EXPECT) em 250 mulheres grávidas com asma expostas a Xolair® mostrou que a prevalência de anomalias congênitas maiores foi semelhante (8,1% vs 8,9%) entre pacientes do EXPECT e pacientes com doença compatível (asma moderada e grave). Este estudo não pode estabelecer definitivamente a ausência de qualquer risco, devido às limitações metodológicas, incluindo um desenho de estudo não randomizado e potenciais diferenças entre a população de registro e o grupo comparador. Sabe-se que moléculas de IgG atravessam a barreira placentária. Em estudos de reprodução animal, não foi observada evidência de dano fetal em macacos cynomolgus com doses subcutâneas de omalizumabe até aproximadamente 8 vezes a dose máxima recomendada em humanos (DMRH) de 8,75 mg/kg/semana em mg / kg.
Lactação
Resumo do Risco
Apesar da presença no leite humano após a administração de Xolair® não ter sido estudada, IgGs estão presentes no leite humano; portanto, é esperado esteja presente no leite humano. A frequência de infecções infantis identificadas no EXPECT foi avaliada como uma medida indireta do desenvolvimento do sistema imunológico após a exposição durante a gravidez ou durante a amamentação. A maioria das crianças na população analítica primária (77,5%, 186/240) foi amamentada. Eventos adversos graves (EAGs) categorizados como “infecções e infestações” foram observados em 11,4% (5/44) dos bebês que não foram amamentados, 10,4% (16/154) dos bebês que foram expostos ao Xolair® por meio da amamentação, e 12,5% (4/32) dos bebês que foram amamentados sem exposição por meio da amamentação. O estudo apresenta limitações metodológicas, incluindo um desenho de estudo não randomizado. Os benefícios da amamentação para o desenvolvimento e para a saúde do bebê devem ser considerados juntamente com a necessidade clínica da mãe pelo Xolair® e quaisquer potenciais efeitos adversos na criança amamentada devido ao omalizumabe ou à condição materna subjacente.
Mulheres e Homens com potencial reprodutivo
Não existem recomendações especiais para mulheres com potencial para engravidar.
Infertilidade
Não existem dados de fertilidade humana para o omalizumabe. Em um estudo de fertilidade não clínico desenhado especificamente em macacos cynomolgus adultos, incluindo estudos de acasalamento, não foi observado nenhum dano à fertilidade masculina ou feminina após a administração subcutânea repetida de omalizumabe em doses de até 75 mg/kg/semana.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou utilizar máquinas
Os pacientes devem ser informados que se apresentarem tontura, fadiga, síncope ou sonolência, não devem dirigir ou operar máquinas.
Indivíduos sensíveis ao látex – apenas para seringa preenchida
A tampa removível da seringa preenchida do Xolair® contém um derivado do látex de borracha natural. Embora o látex de borracha natural não seja detectado na tampa, o uso seguro da seringa preenchida em indivíduos sensíveis ao látex não foi estudado. Esta embalagem contém látex.
Interações medicamentosas
Enzimas do citocromo P450, bombas de efluxo e mecanismos de ligação proteica não estão envolvidos no clearance de omalizumabe, embora exista um pequeno potencial de interações droga-droga. Nenhum estudo de interação com droga formal ou vacina foi realizado. Não há razão farmacológica para se esperar que medicações comumente prescritas usadas no tratamento da asma ou UCE irão interagir com omalizumabe.
Estabilidade/ Conservação
Xolair® deve ser armazenado em temperatura entre 2 e 8 °C. Não congelar. Manter na embalagem original.
Reações adversas
Asma Alérgica e Rinossinusite Crônica com Pólipos Nasais (RSCcPN)
Resumo do Perfil de Segurança
Durante os estudos clínicos em doentes adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, as reações adversas mais frequentemente notificadas foram dores de cabeça e reações no local da injeção, incluindo dor no local da injeção, inchaço, eritema e prurido. Em estudos clínicos em crianças de 6 a <12 anos de idade, as reações adversas mais comumente relatadas foram cefaleia, pirexia e dor abdominal superior. A maioria das reações foi de gravidade ligeira a moderada. Em ensaios clínicos em doentes com ≥18 anos de idade em RSCcPN, as reações adversas mais frequentemente notificadas foram cefaleia, tonturas, artralgia, dor abdominal superior e reações no local da injeção.
As categorias de frequência são definidas como: muito comuns (≥1 / 10), comuns (≥1 / 100 a <1/10), incomuns (≥1 / 1.000 a <1/100), raros (≥1 / 10.000 a <1 / 1.000) e muito raro (<1 / 10.000). As reações notificadas no contexto pós-comercialização são listadas com frequência desconhecida (não pode ser calculada a partir dos dados disponíveis).

Resumo tabulado de reações adversas ao medicamento provenientes de estudos clínicos com a dose recomendada (150 mg e 300 mg)
As reações adversas ao medicamento (eventos que ocorrem em ≥ 1% dos pacientes em qualquer grupo de tratamento e ≥ 2% mais frequentemente em qualquer grupo de tratamento com omalizumabe do que no grupo com placebo após revisão médica) relatadas com a dose recomendada (150 mg e 300 mg) nos três estudos de Fase III agrupados são listadas por classe de sistema de órgãos do MedDRA (Tabela 10). As reações adversas ao medicamento são classificadas por frequência em cada classe de sistema de órgãos, com as reações mais frequentes listadas primeiro. A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa tem como base a convenção a seguir (CIOMS III): muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 a < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100); rara (≥ 1/10.000 a < 1/1.000); muito rara (< 1/10.000).

Contraindicações
Xolair® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer outro componente do produto.
Xolair® Seringa Preenchida: CONTÉM LÁTEX NATURAL, PODE CAUSAR ALERGIA.
Fonte:
Xolair®. [Bula]. São Paulo: Novartis Biociências S.A. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?numeroRegistro=100680983: 22/08/2025
