Nome Comercial/ Apresentação
Mozobil (plerixafor) 20mg/mL / Solução injetável
Classe Terapêutica
Antagonista seletivo do receptor CXCR4 de quimiocinas
Indicação
Adulto
É indicado, em combinação com o fator estimulante de colônia de granulócitos (G-CSF), para aumentar a mobilização de células tronco hematopoiéticas (CTH) para o sangue periférico, para coleta e posterior transplante autólogo em pacientes adultos com linfoma não Hodgkin ou mieloma múltiplo.
Pediátrico (1 a menores de 18 anos)
É indicado, em combinação com G-CSF para aumentar a mobilização de células tronco hematopoiéticas (CTH) para o sangue periférico, para coleta e posterior transplante autólogo em crianças com linfoma ou tumores malignos sólidos e:
– preventivamente, quando a contagem de células tronco circulantes no dia previsto de coleta após adequada mobilização com G-CSF (com ou sem quimioterapia) é esperada ser insuficiente com relação à quantidade desejada de células tronco hematopoiéticas, ou
– quem anteriormente falhou na coleta de células tronco hematopoiéticas suficientes.
Dose
Adulto
– Dose fixa de 20 mg ou 0,24 mg/kg de peso corpóreo para pacientes pesando ≤ 83 kg,
– Dose de 0,24 mg/kg de peso corpóreo para pacientes pesando > 83 kg
Pediátrico (1 a menores de 18 anos)
– 0,24 mg/Kg de peso corporal.
Ajuste de dose
Pacientes com insuficiência renal moderada e grave (ClCr ≤ 50 mL/min) devem reduzir a dose em um terço, para 160 mcg/kg. Se a dose for reduzida em 1/3 em pacientes com insuficiência renal moderada ou grave, é esperada exposição sistêmica similar quando comparado a indivíduos com função renal normal. Dados clínicos com este ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal são limitados. Devido ao aumento da exposição com o aumento do peso corpóreo, a dose de MOZOBIL não deve exceder 27 mg/dia, se o “clearence” de creatinina ≤ 50mL/min.
A seguinte fórmula (Cockroft-Gault) pode ser utilizada para estimar o ClCr:
Homens: “Clearance” de creatinina (mL/min) = peso (kg) x (140 – idade em anos) 72 x creatinina sérica (mg/dL)
Mulheres: “Clearance” de creatinina (mL/min) = 0,85 x valor calculado para homens
Não há informações suficientes para fazer recomendações de dose para pacientes em hemodiálise.
Vias de administração
SUBCUTÂNEO
Administração
Deve ser administrado de 6 a 11 horas antes do início de cada aférese após 4 dias de tratamento com G-CSF.
Deve ser administrado por enfermeiros, médicos ou outros profissionais de saúde.
Tem sido frequentemente usado por 2 a 4 dias consecutivos. Em estudos clínicos, foi usado por até 7 dias consecutivos.
Cuidados específicos e monitoramento
Carcinogênese
Não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade com plerixafor.
Mutagênese
O plerixafor não causou danos ao DNA em teste “in vitro” de mutação bacteriana (teste de Ames em Salmonella); nem em um teste de aberração cromossômica “in vitro” usando células ovarianas de hamster Chinês e nem em um teste micronuclear “in vivo” em medula óssea de ratos.
Comprometimento da Fertilidade
Os efeitos potenciais de plerixafor na fertilidade masculina e no desenvolvimento pós-natal não foram avaliados nos estudos não clínicos. Em estudos conduzidos para medir a distribuição de 14C-plerixafor, não houve evidência de acúmulo nos testículos. A avaliação da espermatogênese medida em um estudo de toxicidade de doses repetidas de 28 dias em ratos não revelou qualquer anormalidade considerada relacionada a plerixafor. Nenhuma evidência histopatológica de toxicidade aos órgãos reprodutivos masculinos ou femininos foi observada em estudos de toxicidade de doses repetidas. Não foram observados efeitos adversos em um estudo investigativos de fertilidade feminina em ratos, embora as concentrações de plerixafor nos ovários fossem detectáveis até os últimos dias de coabitação.
Uso pediátrico:
A segurança e eficácia de MOZOBIL em pacientes pediátricos (1 a menores de 18 anos) foram estudadas em estudo clínico aberto, multicêntrico e controlado.
Uso em idosos
Nos dois estudos clínicos de MOZOBIL controlados com placebo, 24% dos pacientes tinham ≥ 65 anos de idade. Nenhuma diferença notável na incidência de reações adversas ao fármaco foi observada em pacientes idosos e jovens. Uma vez que o plerixafor é excretado principalmente pelo rim, nenhum ajuste de dose é necessário em indivíduos idosos com função renal normal. Em geral, cuidados devem ser tomados na escolha da dose para pacientes idosos, uma vez que pacientes em idade avançada apresentam função renal diminuída. É recomendado o ajuste de dose em pacientes idosos com ClCr ≤ 50 mL/min.
Uso em pacientes com comprometimento renal:
Recomenda-se ajuste das doses em pacientes com ClCr ≤ 50 mL/min.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas
Não há estudos sobre a capacidade de dirigir veículos ou utilizar máquinas.
Doping
Até o momento não há informações de que plerixafor possa causar doping.
Gestação
Pode causar danos ao feto quando administrado em mulheres grávidas. Estudos em animais demonstraram teratogenicidade. Não existem estudos clínicos adequados e bem controlados em mulheres grávidas usando MOZOBIL. Mulheres não devem engravidar durante o tratamento. Mulheres que possam engravidar devem ser aconselhadas a evitar a gravidez enquanto receberem tratamento com MOZOBIL. Mulheres com potencial para engravidar devem usar métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento e por uma semana após o término do tratamento. Se for usado durante a gravidez, ou se a paciente tornar-se grávida durante o uso, a paciente deve estar ciente do risco potencial ao feto. Homens tratados devem usar métodos contraceptivos durante o tratamento e por uma semana após o término do tratamento.
Categoria de risco na gravidez: D.
ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. INFORME IMEDIATAMENTE SEU MÉDICO EM CASO DE SUSPEITA DE GRAVIDEZ.
Lactação
Não é conhecido se o plerixafor é excretado no leite humano. Uma vez que muitos fármacos são excretados no leite materno, deve-se decidir sobre a descontinuação do aleitamento ou do tratamento, levando em conta a importância do tratamento para a mãe.
Interações medicamentosas
Interações medicamento/medicamento:
Estudos “in vitro”, mostraram que o plerixafor não é um substrato, inibidor ou indutor das enzimas do sistema citocromo P450 humano. Estudos formais de interações medicamentosas não foram conduzidos. Em estudos “in vitro”, o plerixafor não agiu como substrato ou inibidor de glicoproteína-P (vide “Propriedades Farmacocinéticas”). Em estudos clínicos de pacientes com LNH (linfoma não Hodgkin), a adição de rituximabe em um regime de mobilização com MOZOBIL e G-CSF não causou impacto na segurança do paciente ou na produção de células CD34+.
Interações medicamento/ alimento:
Como é administrado parenteralmente, as interações com alimentos e bebidas são consideradas improváveis.
Incompatibilidades farmacêuticas:
Na ausência de estudos de compatibilidade, não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma injeção.
Interações medicamento-exame laboratorial e não laboratorial:
Não mostrou interferir com quaisquer testes clínicos laboratoriais de rotina.
Interações medicamento-plantas medicinais
Não foram conduzidos estudos de interação entre MOZOBIL e plantas medicinais.
Interações medicamento-substâncias químicas
Não foram conduzidos estudos de interação entre MOZOBIL e substâncias químicas.
Estabilidade/ Conservação
Deve ser armazenado em temperatura ambiente (temperatura entre 15ºC e 30ºC).
Reações adversas
As seguintes taxas de frequência CIOMS são utilizadas, quando aplicável:
Muito comum ≥ 10%; Comum ≥ 1 e < 10%; Incomum ≥ 0,1% e < 1%; raro ≥ 0,01% e < 0,1%; muito raro < 0,01%; não conhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).
Experiência em Estudos Clínicos
Os dados de segurança para MOZOBIL em conjunto com o G-CSF em pacientes oncológicos foram obtidos a partir de dois estudos de Fase 3 (301 pacientes) controlados com placebo e em 10 estudos não controlados de Fase 2 (242 pacientes). Os pacientes foram primeiramente tratados com doses diárias de 0,24 mg/kg via injeção SC. A exposição a MOZOBIL nesses estudos variou de 1 a 7 dias consecutivos (mediana = 2 dias). Nos dois estudos de Fase 3, com pacientes com LNH (linfoma não Hodgkin) e MM (mieloma múltiplo) AMD3100-3101 e AMD3100-3102 respectivamente, um total de 301 pacientes foram tratados no grupo do MOZOBIL e G-CSF e 292 pacientes foram tratados no grupo do placebo e G-CSF. Os pacientes receberam doses diárias matinais de G-CSF de 10 mcg/kg por 4 dias antes da primeira dose de MOZOBIL ou placebo e em cada manhã antes da aférese. Os eventos adversos que ocorreram com maior freqüência com MOZOBIL do que com o placebo, e foram reportados como relacionados ao fármaco em ≥1% dos pacientes que receberam MOZOBIL durante a mobilização de CTH e a aférese, e antes da quimioterapia/ tratamento ablativo na preparação para o transplante, são mostrados na Tabela 4.

A partir da quimioterapia/ tratamento ablativo na preparação para o transplante e em até 12 meses após o transplante, nenhuma diferença notável na incidência de eventos adversos foi observada com relação aos grupos em tratamento. A Tabela 5 lista as reações adversas conforme o Dicionário Médico para Atividades Regulatórias (MedDRA) e a Classe por Sistema de Órgãos (SOC) organizadas por freqüência.


As reações adversas relatadas em pacientes oncológicos que receberam MOZOBIL nos estudos controlados de Fase 3 e nos estudos não controlados, incluindo um estudo de Fase 2 de MOZOBIL como monoterapia para a mobilização de CTH, são similares.
Nenhuma diferença notável na incidência das reações adversas foi observada para pacientes oncológicos por doença, idade ou sexo.
Reações Alérgicas
Em estudos clínicos oncológicos de MOZOBIL, menos de 1% dos pacientes apresentaram reações alérgicas leves ou moderadas aproximadamente 30 minutos após a administração de MOZOBIL, incluindo um ou mais dos seguintes: urticária (n = 2), edema periorbital (n =2), dispnéia (n =1) ou hipóxia (n =1).
Infarto do miocárdio
Em estudos clínicos, sete de 679 pacientes oncológicos apresentaram infarto do miocárdio após a mobilização de CTH com MOZOBIL e G-CSF. Todos os eventos ocorreram no mínimo 14 dias após a última administração de MOZOBIL. Além disso, duas pacientes oncológicas no programa de uso compassivo tiveram infarto do miocárdio após a mobilização de CTH com MOZOBIL e G-CSF. Um desses eventos ocorreu 4 dias após a última administração de MOZOBIL. A falta de relação temporal em 8 de 9 pacientes juntamente com o perfil de risco de pacientes com infarto do miocárdio não sugerem que MOZOBIL confere um risco independente para o infarto do miocárdio em pacientes que também receberam G-CSF.
Reações vasovagais
Em estudos clínicos de MOZOBIL em voluntários oncológicos e saudáveis, menos de 1% dos indivíduos apresentou reações vasovagais (hipotensão ortostática e/ou síncope) após administração subcutânea de doses de MOZOBIL ≤ 0,24 mg/kg. A maioria desses eventos ocorreu dentro de 1 hora após a administração de MOZOBIL.
Distúrbios gastrointestinais
Nos estudos clínicos de MOZOBIL em pacientes oncológicos, houve relatos raros de eventos gastrointestinais graves, incluindo diarreia, náusea, vômito e dor abdominal.
Parestesias
As parestesias são comumente observadas em pacientes oncológicos submetidos a transplantes autólogos após intervenções de doenças múltiplas. Nos estudos de Fase 3 controlados com placebo, a incidência de parestesias foi de 20,6% e 21,2% nos grupos tratados com MOZOBIL e com placebo, respectivamente.
Hiperleucocitose
Em estudos clínicos de fase 3, a contagem de células brancas de 100.000 células/mcL ou mais foi observada, no dia anterior ou qualquer dia de aférese, em 7% dos pacientes recebendo MOZOBIL e em 1% dos pacientes recebendo placebo. Nenhuma complicação ou sintomas clínicos de leucostase foram observados.
População pediátrica
Trinta pacientes foram tratados com 0,24 mg/Kg de MOZOBIL em um estudo aberto, multicêntrico e controlado. Neste estudo, 23 dos 30 pacientes (76,7%) no braço MOZOBIL e 10 dos 15 (66,7%) pacientes do braço controle apresentaram eventos adversos. Os eventos adversos mais comuns (> 10% dos pacientes) no braço de MOZOBIL foram anemia, diminuição da contagem de plaquetas, rinite, neutropenia febril, hipoalbuminemia, diarreia, vômitos e pirexia. Os eventos adversos mais comuns (> 10% dos pacientes) no braço controle foram hipocalemia, aumento da alanina aminotransferase, neutropenia febril, vômito, diminuição da contagem de plaquetas, fadiga, náuseas e anemia. Nenhum paciente interrompeu o tratamento do estudo devido a eventos adversos. Não foram identificados novos alertas de segurança neste estudo
Experiência pós-comercialização
Além das reações adversas reportadas nos estudos clínicos, as seguintes reações adversas foram reportadas a partir da experiência mundial pós-comercialização com MOZOBIL. Uma vez que estas reações são reportadas voluntariamente a partir de uma população de tamanho desconhecido, nem sempre é possível estimar com confiança a frequência ou estabelecer uma relação causal ao medicamento exposto. Distúrbios do sangue e sistema linfático: esplenomegalia e ruptura esplênica. Distúrbios no sistema imunológico: reações anafiláticas, incluindo choque anafilático. Distúrbios psiquiátricos: sonhos anormais e pesadelos (experiência pós-comercialização e estudos clínicos fase III).
Contraindicações
É contraindicado para pacientes que já demonstraram hipersensibilidade à plerixafor ou a qualquer um dos componentes do medicamento.
Fonte:
Mozobil®. [Bula]. São Paulo: Sanofi Medley Farmacêutica Ltda. Disponível em: https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?numeroRegistro=183260325: 22/08/2025
